Quarta, 31 Janeiro 2018 20:14

IBRAPP participa do Dia Nacional da Visibilidade Trans

Com o intuito de discutir os direitos da população Trans, diversas ações foram realizadas em todo o Brasil no último dia 29, data que simboliza o Dia Nacional da Visibilidade Trans. Em Brasília – DF, o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas – IBRAPP foi convidado a participar de uma solenidade no Palácio do Buriti, sede do governo distrital. Já em São Luís, o momento foi voltado para um seminário para debater as conquistas e desafios desta população. O Instituto possui uma preocupação com questões sociais, na defesa e inclusão de grupos que, na maioria das vezes, não tem seus interesses representados.

O Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de homens e mulheres trans: com 179 homicídios registrados. A expectativa de vida das travestis e das mulheres trans é de 35 anos. A média nacional da população, segundo dados do IBGE é de 75,5 anos. Para a secretária adjunta de políticas para a mulher, igualdade racial e direitos humanos do governo de Brasília, Joana Melo, a intolerância é um dos pontos que mais pesam para o desenvolvimento de políticas públicas para esta parcela de cidadãos. “É inconcebível que nos dias atuais o preconceito esteja presente em nossas vidas, não importando o título: gênero, racial ou transfobia”, ressalta a secretária.


As discussões em torno do Dia Nacional da Visibilidade Trans foram além da violência. De acordo com um levantamento da Rede Nacional de Pessoas Trans (RedeTrans), 82% das mulheres transexuais e travestis abandonam o ensino médio entre os 14 e os 18 anos por conta da discriminação na escola e falta de apoio familiar, o que torna ainda mais difícil o acesso à cultura e a capacitação para inserção no mercado de trabalho.

A organizadora do evento e primeira mulher trans a fazer parte da coordenação interina de diversidade LGBT no DF, Paula Benett, deu início às homenagens. A anfitriã da solenidade discursou sobre as dificuldades de ser e de abordar o tema da LGBT atualmente. “Não é fácil ser travesti, transexual, transgênero ou pessoa não-binária na sociedade atual. Celebrar esse dia também significa celebrar a vida, pois o caminho é muito árduo para nós”, enfatizou Benett.

Durante a cerimônia no Palácio do Buriti, coordenador distrital de diversidade LGBT, Flávio Brebis, pontuou a importância de realizar o debate e as homenagens do dia na sede do Governo do Distrito Federal (GDF). “Poucas pessoas tem acesso a este local e hoje estamos aqui para uma solenidade e nós fizemos questão de estar aqui por que é o centro do poder e precisamos ocupar estes espaços”, explica Brebis ao ressaltar a necessidade de representatividade das pessoas Trans.

No Distrito Federal a população LGBT possui o direito da utilização do nome social, em respeito à identidade do gênero das pessoas trans, que trabalham na administração pública, ou pessoas trans cidadãs que acessam estes serviços. Outras conquistas foram alcançadas como: a implantação do ambulatório especializado, que já realizou mais de cem atendimentos no segundo semestre de 2017 e a criação de uma delegacia especial para crimes de intolerância à população LGBT.

Este cenário é bem diferente do exposto no Seminário debate a visibilidade trans no Maranhão. Durante as palestras diversos convidados expuseram a preocupação em relação às políticas públicas para esta população que ainda são incipientes no estado. Além das questões como representatividade e cidadania LGBT, o preconceito também foi colocado em pauta, como ressalta a militante ativista da Associação Maranhense de Travestis e Transexuais (AMATRA), Katryne Furtado: “Na verdade esse evento ele representa não só dois passos a mais que nós conseguimos dar, mas também sensibiliza as pessoas, não só todas as ONGs e secretarias, mas todas as pessoas”, expõe a militante.


O Instituto Brasileiro de Políticas Públicas participou dos eventos à convite das instituições que realizaram ações no dia Nacional da Visibilidade Trans. Dando continuidade à Semana de Visibilidade Trans, o IBRAPP irá participar da solenidade de revitalização do Jardim Marina Garlen, no parque Sarah kubitschek, no dia 02 de fevereiro, em Brasília. Esta é uma parceria firmada entre o Instituto e o Governo do Distrito Federal.

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